Sobre

O Projeto

Criado pelo Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o projeto ConstruBusiness Dinâmico: Monitoramento de Empreendimentos consiste na publicação de análises mensais sobre a evolução física e financeira de empreendimentos nas áreas de Desenvolvimento Urbano (Habitação, Saneamento, Mobilidade Urbana e Outras Edificações) e Infraestrutura Econômica (Transportes, Energia e Telecomunicações) no Brasil, a partir de dados oficiais abertos ao público. O conteúdo divide-se em estudos de caso, que abordam projetos emblemáticos em suas áreas; e análises setoriais, com o andamento do conjunto de empreendimentos em determinado setor, em âmbito estadual (São Paulo) ou nacional.

A iniciativa tem origem no estudo Responsabilidade com o investimento: o problema da imprevisibilidade nas obras, publicado pela Fiesp em 2014, que apresenta os principais entraves que comprometem o bom andamento das obras no Brasil. O caderno técnico do 12º ConstruBusiness – Congresso Brasileiro da Construção, publicado em 2016, atualizou o material, incluindo propostas para solucionar os entraves e os dois primeiros estudos de caso: o trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na área de saneamento.

O projeto tem como objetivo compartilhar análises sobre os investimentos em obras públicas, para informar a cadeia produtiva da construção e a sociedade, e contribuir com o setor público na identificação e solução de entraves, buscando dinamizar o ciclo de obras no país.

Metodologia

As análises são baseadas em metodologia desenvolvida pelo Deconcic-Fiesp, que estabeleceu duas formas de mensuração do atraso no desenvolvimento dos empreendimentos: (i) por meio da comparação entre os valores de investimentos previstos em orçamento e os valores executados e (ii) por meio do acúmulo de metas físicas para cada empreendimento.

A primeira dessas medidas é a mais adequada para se comparar empreendimentos de diferentes naturezas e obter estatísticas de tendência central para um conjunto de obras, visto que os valores monetários podem ser agregados sem restrição. A segunda forma é restrita a estudos de caso, visto que diferentes empreendimentos têm metas físicas em diferentes unidades (quilômetros, pessoas atendidas, percentual da obra etc.).

Com base nessa relação, a metodologia de mensuração do atraso proposta nessa iniciativa estima o número de meses de atraso em cada empreendimento. Como há empreendimentos cuja execução é de curta duração e há aqueles cujo cronograma de implantação é, por natureza, mais lento – as grandes obras de infraestrutura de transporte, por exemplo – é necessário relativizar o tempo de atraso para poder comparar a demora dos empreendimentos. Assim, o indicador considera o número de meses de atraso por número de meses de empreendimento em andamento.

Indicador de andamento das obras

O indicador de andamento das obras é definido como a meta acumulada na Lei Orçamentária Anual (LOA) até o período em percentual, descontado 100%. Se a meta acumulada ultrapassa 100%, sabe-se que a obra já ultrapassou o tempo de entrega previstos nas LOA anteriores.